segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Do uso de um banco e de uma marreta


Ouvi-os antes de os ver, que não é possível ignorar a sua sirene. Menos ainda se ecoa nas paredes velhas de ruas estreitas.
Quando passaram por mim, para além dos depósitos cheios constatáveis pelo peso aparente, era bem notório que estavam preparados para o pior: vestidos e equipados para fogo!
E se fogo é sempre mau, em prédios velhos e ao fim do dia não é melhor. Menos ainda se se tratar do Chiado, em Lisboa, onde incêndios são de muito má memória.
Pois este carro, que lutou contra o estreito das ruas e o trânsito congestionado, ainda teve que se debater com esta manobra difícil: carros mal estacionados!
O carro de bombeiros que aqui se ilustra demorou bem noventa segundos, uns longuíssimos minuto e meio, para conseguir passar entre o que, à direita, ocupavam o lugar de estacionamento devido e os que, à esquerda, se repartiam entre o ocupar o passeio dos peões e o asfalto das viaturas. E com a lamentável perícia do motorista e a ajuda prestável de um transeunte solícito, foi possível passar sem tocar em chapa ou arranhar pintura.
Sei que estamos em época natalícia, em que se espera paz na terra aos homens de boa vontade e tolerância para com os outros. Mas como é possível ser-se tolerante quando o egoísmo de uns quantos põe em risco a vida de muitos? Como é possível ser-se tolerante quando se constam situações destas ao mesmo tempo que se vêem agentes policiais particularmente preocupados em fiscalizar as licenças de vendedores ambulantes e se o que vendem é ou não contrafeito?
O caso agora relatado acabou por ser apenas um alarme de incêndio avariado. Para tranquilidade de todos. Mas como seria se não o fosse e houvesse que pedir reforços, com carros de incêndio maiores e menos manobráveis?
Quando, uma meia hora depois, os soldados da paz embarcaram de novo no camião, apagaram as luzes de emergência e regressaram ao quartel, eu mesmo arrepiei caminho, descendo de novo esta rua. E constatei que alguns destes carros mal parados tinham sido brindados com o autocolante do “Passeio livre”. Que só pecavam por insuficientes.
Que a minha vontade era passar por uma loja de ferragens, que ainda estariam abertas, e regressar com uma marreta e um banquinho. A marreta para fazer na chaparia destes automóveis o que o carro de bombeiros não havia feito; o banquinho para que eu mesmo pudesse esperar sentado pelo regresso dos seus donos e explicar-lhes o ocorrido. E, em caso de dúvidas ou teimosias, usar do banquinho ou mesmo da marreta na cabeça dura que protestasse.


Texto e imagem: by me

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

80-14-UL

R. Oliveira Martins, Lisboa, 2009/12/17

53-76-UQ

Av. Embaixador Aristides Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/12/17

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

64-59-XC


Av. Marechal Gomes da Costa, Lisboa, 2009/12/16

76-HD-06


R. Dr. Eduardo Neves, Lisboa, 2009/12/16

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Av. Embaixador Aristides Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/12/16

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

10-FA-83

Estação de Benfica, Lisboa, 2009/12/15


O que acaba por ter graça, ou talvez não, é que neste caso como noutros em que o automobilista está dentro da viatura, se vêem a câmara apontada fogem, demonstrando inequivocamente, a culpabilidade e o respectivo conhecimento.

39-AC-74

R. da Venezuela, Lisboa, 2009/12/15

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Av. Gomes Pereira, Lisboa, 2009/12/15

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

17-00-ZJ

R. Luciano Cordeiro, Lisboa, 2009/12/14

Particularmente interessante esta situação!
Para além da boca de incêndio, da passadeira de peões, do sinal de trânsito e da curva, temos:
A escassas duas esquinas fica a secção de trânsito da PSP, em Lisboa;
E, a cerca de cinquenta metros, uma secção da Polícia Judiciária.
Será este um local privilegiado?


59-26-NI

R. Luciano Cordeiro, Lisboa, 2009/12/14

domingo, 13 de dezembro de 2009

26-85-ZL


R. Capitão Salgueiro Maia, Tapada das Mercês, 2009/12/12

Por vezes o abuso da posse da via pública por parte de alguns automobilistas é tal que só me ocorre regressar a casa e voltar com uma marreta. Não na viatura, que ainda tem algum valor, mas no seu utilizador, que tem tanto valor para a sociedade quanto o dejecto canino largado no passeio.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

74-26-IX

R. Maria, Lisboa, 2009/12/10

23-BA-09 90-76-II

R. Emídio Navarro, Lisboa, 2009/12/04

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Av. de Roma, Lisboa, 2009/12/02

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Organizem-se...

... por favor!
Av. de Roma, Lisboa

Insólitos


O estacionamento de automóveis, bem como outros bloqueios do espaço pedonal, em Lisboa, ultrapassa todos os limites do credível.
É o caso do que aqui se vê, na esquina da rua Chabi Pinheiro com o Campo Pequeno.
Para que se não possa afirmar que haverá um carro estacionado na passadeira de peões, a autarquia diminuiu a sua largura, apenas junto ao passeio. Ainda andei a examinar o local, não fora tratar-se do resultado de uma qualquer intervenção no asfalto depois de pintado. Mas não, este está incólume e as duas riscas em causa perfeitamente delineadas a acabadas.
E que faz acabar com a paciência e bonomia de qualquer cidadão que queira caminhar pela cidade!


Texto e imagem: by me

46-CP-30

Av Barbosa du Bocage, Lisboa, 2009/11/26

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

29-03-RH 96-GT-21 31-GQ-55


Rua Henriques Nogueira, Lisboa, 2009/11/12

62-CO-20

Rua Frei Amador Arrais, Lisboa, 2009/11/11

CLICK AQUI TAMBÉM

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

23-00-DJ

Av. Almirante Reis, Lisboa, 2009/11/03

09-47-VF 32-49-CB


Av Gomes Pereira, Lisboa, 2009/10/30

23-11-MH

Av Gomes Pereira, Lisboa, 2009/10/30

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Av Gomes Pereira, Lisboa, 2009/10/30

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Av. do Colégio Militar, Lisboa, 2009/10/30

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Av. Miguel Torga, Tapada das Mercês, 2009/10/30

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Largo da Estação, Tapada das Mercês, 2009/10/30

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/30

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R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/10/30

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/28

68-96-ES

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/28

terça-feira, 27 de outubro de 2009

12-81-DS

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/26

51-FJ-04

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/25

88-CZ-58

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/25

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/25

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R.Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/10/25

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

47-HC-45


R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/10/22

52-10-BB


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/22

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/22

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

60-40-PE


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/21

14-79-FS


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/21

87-EF-70


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/21

45-36-LZ

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/21

12-06-SJ

Rua Francisco sagado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/10/21

terça-feira, 20 de outubro de 2009

39-EQ-99

Rua Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/10/20

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Av. Miguel Torga, Tapada das Mercês, 2009/10/20

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/20

35-BA-13

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/20

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

32-HV-75


Av. Marechal Gomes da Costa, lisboa, 2009/10/19

19-HR-89


Rua Guilhermina Suggia, Lisboa, 2009/10/19

72-36-XE 32-FC-73


Rua Guilhermina Suggia, Lisboa, 2009/10/19

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Av. Frei Miguel Contreiras, Lisboa, 2009/10/19

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Av. Frei Miguel Contreiras, Lisboa, 2009/10/19

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Av. Frei Miguel Contreiras, Lisboa, 2009/10/19

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Rua General Pimenta de Castro, Lisboa, 2009/10/19

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Rua dos Lagares del Rei, Lisboa, 2009/10/19

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Rua dos Lagares del Rei, Lisboa, 2009/10/19

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Rua Coronel Bento Roma, Lisboa, 2009/10/19

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Rua Coronel Bento Roma, Lisboa, 2009/10/19

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Rua Coronel Bento Roma, Lisboa, 2009/10/19

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Rua de Entrecampos, Lisboa, 2009/10/19

domingo, 18 de outubro de 2009

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Largo da estação, Tapada das Mercês, 2009/10/17

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

80-EV-42


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

57-10-OL

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

70-26-ME

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

75-FX-50


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/16

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Av. Alvares Cabral, Lisboa, 2009/10/15

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Av. Almirante Reis, Lisboa, 2009/10/15

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Av. Almirante Reis, Lisboa, 2009/10/15

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Av. Almirante Reis, Lisboa, 2009/10/15

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/14

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

61-39-QD

Rua de São Bernardo, Lisboa, 2009/10/11

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/11

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/11

domingo, 11 de outubro de 2009

Pequenos gestos


Nesta partilha do espaço público por carros e peões, o normal é ouvirem-se queixas destes acerca daqueles. E com bons motivos, que muitos são os automobilistas que não respeitam quem caminha, esquecendo-se que, fora do carro, também eles caminham.
Mas acontece que ter direitos implica ter responsabilidades e que estas passam pelo bom-senso e urbanidade.
Em aproximando-me de uma passadeira de peões não semoforizada, faço como toda a gente que tem amor à pele: olho para a esquerda para ver se algum carro se aproxima, a que distância e a que velocidade. Até porque, e como diz o outro, “Aqui jaz um que tinha prioridade”.
Se constato que se aproximam um ou dois carros, e já perto, dou um passo atrás e, se for caso disso, faço um gesto largo a ceder a passagem. Passando eu depois.
Aqueles dois, três, cinco segundos em que eu esperei mas em que nunhum carro foi obrigado a para subitamente, são bem menos incomodativos para mim, enquanto peão, que para o automobilista e a manobras que teria que fazer. E o sorriso e o gesto de agradecimento que, as mais das vezes, recebo em troca, pela certa que compensam o tempo que ali parei.
Claro está que, em iniciando a travessia, exijo a prioridade que tenho. E quem vier do outro lado, da direita, terá que parar, se for esse o caso. Primeiro porque o peão, ali, tem a tal prioridade; segundo, porque é perigoso, para carros e peões, que estes estejam parados na faixa de rodagem; terceiro; porque quem vem da direita teve tempo para me ver a atravessar e decidir o que fazer – passar antes de mim ou aguardar a minha passagem.
Dentro desta linha, aconteceu-me um episódio, há anos:
Caminhava eu com o meu sobrinho, na altura com uns 6 ou 7 anos, e, ao cruzarmos uma passadeira, perguntou-me ele porque agradecia eu quem nos dava passagem, se ali tínhamos a prioridade.
Respondi-lhe que o agradecimento fica sempre bem, mesmo que seja na sequência de um acto obrigatório. E que o automobilista, ao vê-lo, se sentiria bem e com vontade de continuar a dar a passagem nas passadeiras, obrigatório ou não.
Passados uns tempos, meses suponho, tenho a agradável surpresa de constatar que o meu sobrinho também agradecia ao ser-lhe dada a passagem na rua e na passadeira.
São pequenos gestos e conversas de bom relacionamento com os nossos concidadãos que nos podem melhorar a vida e provocar sorrisos. No caso deste episódio, foi mesmo um sorriso de orelha a orelha!


Texto e imagem: by me

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

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Av. Almirante Reis, Lisboa/2009/10/08

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Rua Frei Francisco Foreiro, Lisboa, 2009/10/08

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Rua José Falcão, Lisboa, 2009/10/08

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Em resposta


Alguém, num outro espaço da web, usou um verbo feio para o que consta por aqui: “Delatar”.
A expressão é pesada e recorda outros tempos e vivências, de má memória.
Mas também é sinónimo de “Denunciar” e “Participar”.
O objectivo deste blog é isso mesmo: denunciar, participar, delatar as situações em que os automobilistas atropelam os direitos de circulação segura dos peões.
Foi afirmado ainda, no mesmo local, que esta é uma questão de polícia e foi sugerido que se a deixe actuar.
Pois eu sugiro que se faça uma pequena experiência: Com um automóvel bloqueie-se um passeio, impedindo a passagem dos peões por ele. Ao mesmo tempo, bloqueie-se com um automóvel a saída de uma garagem particular. Em seguida, e ao mesmo tempo, telefone-se para a esquadra da PSP ou posto da GNR mais próximo e participem-se ambas as situações e peça-se a intervenção dos respectivos agentes. E verifique-se qual a situação que é atendida e qual a que é preterida.
As nossas autoridades seguem o exemplo do que afirmam os nossos políticos quando confrontados com a questão da mobilidade segura dos peões, ameaçada que está pelos automóveis: há que aumentar a fluidez do trânsito e a capacidade dos parques de estacionamento pagos. Por outras palavras (minhas), há que manter o negócio relacionado com o automóvel (vendas, combustível, assistência, manutenção de vias e outros serviços), deixando para segundo plano a mobilidade pedonal, com maior ou menor autonomia para tal.
Se os políticos, que criam as leis em nosso nome e as mandam aplicar, têm esta postura, que se pode esperar de quem as aplica, no caso as forças da ordem? Por vezes, nem mesmo quando confrontados cara a cara com as situações agem em defesa do peão.
No entanto, não nos podemos esquecer que os políticos, centrais ou autárquicos, ocupam o lugar que ocupam porque os cidadãos para tal os mandatam. Nem nos podemos esquecer que as forças da ordem são funcionários públicos ou, se preferirem, são funcionários ao serviço de todos os cidadãos. E se os mandatados e os funcionários não funcionam, resta aos mandadores e empregadores, os cidadãos, intervirem na sociedade, denunciando o que há de errado, tão alto quanto puderem, até que as situações sejam corrigidas. Quer se trate de os políticos cumprirem a vontade dos cidadãos, quer de os funcionários públicos satisfazerem as necessidades básicas dos cidadãos. Que, para além da segurança de bens, passa primeiramente pela segurança das pessoas.
E não creio que alguém tenha algum tipo de dúvida que, e para além de tudo o que diz a lei já existente, caminhar nas faixas de rodagem é atentar contra a própria segurança!
Donde a denúncia, a participação, a delação destes casos é, e para além de um grito de revolta, uma forma de tentar obrigar a que quem tem essa obrigação acautele a segurança dos cidadãos na via pública.



Texto: by me
Imagem: by me, Av. Gomes Pereira, Lisboa, 16/09/2009

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/03

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/10/03

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eram muitos


Eram muitos e não me apeteceu individualiza-los.
Mas posso dizer que isto aconteceu na Rua do Museu de Artilharia, em Lisboa, que o primeiro carro, estacionado fora de mão, tem matrícula do exército e que o outro lado da rua não tem um único carro estacionado no passeio, visto ter a todo o comprimento pilaretes metáticos.
E posso também dizer que o edifício à esquerda de quem desce esta rua está identificado, com letras metálicas sobranceiras aos portões, como sendo “Estado Maior do Exército”.


Texto e imagem: by me

terça-feira, 29 de setembro de 2009

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Rua de São Bernardo, Lisboa, 2009/09/29

Sobre esta imagem, AQUI

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um depoimento


Fui convidado para participar num debate com forças políticas sobre o estacionamento nos passeios e passadeiras em Lisboa.
Da resposta que dei a esse convite aqui fica parte, a significativa:


Para já, acho que a questão não é para políticos. Estes, na Assembleia da República ou no Município, fazem as normas, as regras e as leis que regem a sociedade. E, sobre o tema, já existe lei QB: não é permitido estacionar nos passeios (impedindo a passagem dos peões), tal como não é permitido estacionar nas passadeiras de peões, com sinalização luminosa ou não. Mais, a lei define, sem azo a dúvidas, quais as sanções aos infractores.
Pôr os políticos a fazerem mais leis nacionais ou posturas municipais sobre a matéria é apenas complicar aquilo que já existe e que é simples.
O problema põe-se, antes de mais, no civismo (ou na sua falta) por parte de inúmeros cidadãos automobilistas. Mas como civismo e educação não se compram no super ou na net, restará a solução de fazer implementar as leis existentes, ou seja, que os agentes da lei actuem.
E aqui reside uma segunda parte do problema: a ineficácia dos agentes policiais ou fiscalizadores. Começando pela situação caricata de, por vezes, serem eles parte do problema e não da solução, com os inúmeros casos de carros da PSP, da Polícia Municipal ou da EMEL mal parqueados e impedidores do trânsito de peões. Por outro lado, a “vista grossa” que as patrulhas policiais, apeadas ou motorizadas, fazem aos casos em causa. Indo mais longe ainda, acontece não raramente que, ao serem as patrulhas incentivadas a fazer cumprir a lei, apresentarem desculpas esfarrapadas para não multarem os infractores. Não é recorrente, mas acontece. A isto acrescente-se a morosidade da justiça, as amnistias e as caducidades dos prazos e os cidadãos infractores sentem-se impunes ao bloquearem os direitos básicos de circulação e segurança dos peões.
Uma das soluções encontradas por partes dos autarcas, e bem visível nestes últimos tempos (ou não estivéssemos em campanha eleitoral) é a aplicação nos passeios de pilaretes, metálicos ou de cimento, impedindo o estacionamento irregular. E isto não é solução! Por um lado, apenas leva a que os automobilistas, que não respeitam os peões, procurem outros lugares, não bloqueados, para estacionarem a seu bel prazer. Por outro lado, e enquanto peão, é uma solução que me incomoda de sobre maneira, já que acaba por se assemelhar a uma prisão, o trajecto que percorro em segurança no passeio. Questionável será também, o critério usado na colocação desses pilaretes, já que são vistos em zonas nobres ou junto a edifícios em comercialização e, raramente, em zonas ditas populares ou em que não existam interesses imobiliários. Para já não falar na agressão que são, nas partes baixas, a quem circula com menos atenção ou sem capacidade de ver. Os pilaretes são, em última análise, algemas que se aplicam a todos os cidadãos, para que alguns não prevariquem. Não faz sentido e agride-me! Agride-nos a todos na liberdade que deveríamos ter em nos deslocarmos no espaço público.

Mas tudo isto são questões a jusante. Que o núcleo do problema está a montante! A existência em demasiadas de viaturas automóveis onde não há espaço para tantas. No caso particular da cidade de Lisboa, da migração diária de e para os subúrbios.
São dezenas de milhar de automóveis que todos os dias entram na cidade, trazendo pessoas para as suas lides e labutas. E trazem-nos, para além do já mais que falado comodismo, porque as soluções alternativas são reduzidas, se algumas.
A rede de transportes colectivos entre os subúrbios e a capital não é eficaz!
Desde logo porque os transportes colectivos rodoviários partilham as mesmas vias que as viaturas particulares, circulando com a lentidão que lhes é conhecida nas horas de ponta. Não são uma alternativa válida para quem possui automóvel e é egoísta.
Em seguida porque os nós de transportes colectivos entre subúrbios e a capital não possuem ligações de transportes locais eficazes. As mais das vezes terminam algures entre as 19 e as 21 horas, não sendo úteis a muitos dos que trabalham na capital. Os horários destas carreiras são, muitas vezes, afinados por horários escolares ou do comércio local, esquecendo os passageiros que vêm da capital.
Estes confrontam-se com trajectos a pé, por vezes de quilómetros ou, em alternativa, o uso do carro pessoal que poderiam ter deixado nas imediações.
E digo poderiam porque, em regra, não podem. Porque não existem, próximo desses nós de transportes colectivos, lugares em quantidade e gratuitos para que possam ser usados. Quando existem lugares em quantidade, são pagos e nem sempre a preços convidativos.
E o cidadão suburbano, em fazendo contas ao parqueamento no subúrbio, mais o ou os transportes colectivos que tem que usar, acrescido do incómodo, acaba por preferir o conforto da sua viatura, o respectivo consumo energético e ignorar por completo as consequências de estacionar numa cidade sobrelotada. E nem sempre respeitando os seus concidadãos.
E, ao falar em subúrbios e capital, falo também em bairros periféricos e núcleo antigo dos municípios circundantes a Lisboa (ou Porto, ou Coimbra, ou…)
A solução a todo este problema passaria por decisões integradas entre municípios, em opções em que a qualidade de vida dos cidadãos fosse sobrevalorizada quando comparada com custos de infra-estruturas, como parqueamentos (horizontais ou verticais), e condições de concessões de alvarás de exploração de transportes colectivos.
Acontece, porém, que cada município se preocupa com as soluções dos seus munícipes, deixando aos vizinhos as soluções que a eles dizem respeito. E curioso é viajar radialmente ao centro de Lisboa, e constatar onde acaba um município e começa outro. As fronteiras parecem “terra de ninguém”, onde os bairros de lata e a ausência de infra-estruturas, rodovias e parqueamentos incluídos, são bem notórios.
Por tudo isto quando há uns anos aconteceu um referendo sobre regionalização eu votei a favor. Para que houvesse uma entidade, algures entre o governo central e o municipal, que solucionasse este tipo de situações. Inconsequente a minha opinião, então e agora.
E vemos as grandes obras locais a aumentarem, no caso de Lisboa com as IC’s, as CRIL’s, as CREL’s e os túneis, a aumentarem de largura e a facilitarem que os cidadãos, mais preocupados com o seu umbigo que com o colectivo, usem o seu próprio automóvel para chegarem aos centros urbanos, capital ou outros. Sobrelotando os locais de estacionamento existentes e recorrendo a expedientes, como é apanágio do Português médio.
Resumindo:
Mais aplicação e fiscalização das leis existentes, mais meios alternativos eficazes e coordenados de transportes colectivos urbanos e suburbanos e teremos mais espaço seguro para que os peões possam andar em segurança.



Texto e imagem: by me

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/13

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Largo da Estação, Tapada das Mercês, 2009709/12

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Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009709/12

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

24-03-XV

Av. Julio Dinis, Lisboa, 2009/09/11

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Av. António Serpa, Lisboa, 2009/09/11

98-17-TJ


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapda das Mercês, 2009/09/11

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Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapda das Mercês, 2009/09/11

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R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/09/10

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R. Visconde de Seabra, Lisboa, 2009/09/10

43-57-JH

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/10

27-73-SO

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2007/09/10

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

88-73-QV

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/09

39-82-ZG


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/09

78-41-PS


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/09

sábado, 5 de setembro de 2009

13-97-XV


Av Julio Dinis, Lisboa, 2009/09/04

99-81-PZ


Av Julio Dinis, Lisboa, 2009/09/04

32-BQ-45

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/04

12-06-SJ


R Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/09/04

73-99-FS

R Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/09/04

61-99-HR

R Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/09/04

78-41-PS

Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/03

20-CF-11


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/03

12-81-DS


Av Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/03

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

83-AH-50

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/02

07-92-VQ

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/09/02

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

62-82-EH

Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/27

26-99-FC


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das Mercês, 2009/08/27

05-HC-57


Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, Tapada das mercês, 2009/08/27

73-99-FS

R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/08/26

61-99-HR

R. Francisco Salgado Zenha, Tapada das Mercês, 2009/08/26